quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sacola

Não achei que tudo caberia em uma sacola.
Não vai caber tantas lembranças ... 
Afinal as trajetória ... as memórias ... não há como carregar toda esta estória.
Por onde começo?
Seu pijama, meu sono, nossos sonhos.
Seus remédios, minhas dores, nossas doenças.
Seu Cartão Postal, minha aposta, nossa decepção ... mas não tem nada não...
Logo vem Janeiro, alcançarás o Mundo ... apostei em você, você me agradeceu ...

A sacola me pesa a alma. A sacola me carrega até sua casa.
O dia chora, não mais do que eu, porque tudo teve que terminar?
Por que foi terminar assim?
O porteiro já me conhece, abre a porta.
As escadas já me conhecem e me bulinam a alma.
Tropeço e espalho as memórias no chão,
Sinto-me a Sra. Kennedy catando os miolos do que restam da história.
Mas esta é minha estória ... minha, mas deveria ser nossa.
Por que todos terminamos assim ... ensacados.
Livro-me das lembranças.
De nada adianta, pois lá encontro outra sacola, recheada de esperanças de ficar ...
Elas suplicam e me pesam ainda mais.

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