Ela tem medo ... sim teme a mim como quem teme a morte.
Teme a volta do sufoco, teme a força que a prende, a apreende.
Teme o risco de amar e ser amada, teme a camisa de forças.
Teme o circo em chamas, teme achar graça do circo e querer permanecer.
Teme que um amor futuro seja o mesmo que um amor passado.
Teme as discussões, argumentações e contestações.
Teme, portanto, manter uma relação.
E eu só queria o telefone do Lacan, para lhe ligar e dizer:
- Você a roubou de mim! Sua genialidade lhe tirou a poesia. Agora ela vive de analisar e analisa o viver.
Mas como me parece um desperdício ligar para o além pra dar uma de ciumento, prefiro aproveitar a ligação de outra forma:
- Lacan, me ajude! Não quero questioná-la, mas o que faço? ... Está terminado?
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