sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Serenata do Adeus

Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer nos braços meus
Cai, a noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra : Adeus
Ai, vontade de ficar mas tendo que ir embora
Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora
É refletir na lágrima, um momento breve
De uma estrela pura cuja luz morreu
Ai, mulher, estrela a refulgir
Parte, mas antes de partir
Rasga meu coração
Crava as garras no meu peito em dor
E esvai em sangue todo o amor
Toda desilusão
Ai, vontade de ficar mas tendo que ir embora
Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora
É refletir na lágrima um momento breve
De uma estrela pura cuja luz morreu

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sempre vi o Amor como um fim, um ponto final de um longo caminho, o sentimento último, único e inigualável, que uma vez alcançado significaria o limite.


Hoje, pelos dias ao teu lado, vi que o Amor é o início. O começo de uma breve história para o mundo, mas a maior das nossas histórias. 
A grande corrida que se espera a vida inteira, onde o primeiro estalo de beijo dá a largada e não há uma linha de chegada. Um esporte sem gols, vencedores ou perdedores, um eterno empate.
São apenas dois competidores correndo contra o tempo perdido, o tempo em que ainda não nos conhecíamos. 
Esse trajeto exige um imenso condicionamento: compreensão, comunicação, confiança etc. que nem sempre é fácil de alcançar. 
Hoje estou disposto a amar, e você?


Amilton B.B. (2008)

O caderno

O caderno da vida praticamente preenchido, só lhes restam algumas páginas. A sensação que fica é a de trajetórias desperdiçadas, amores vazios, emprego bem-remunerado para comprar o pão do dia seguinte. 
Na casa nada falta, apenas um ao outro.
O reencontro com o passado faz com que eles vivam o "se...", mas quem vive o "se..." é nostálgico do nada.
Veste outras máscaras, calça pés que não são seus e tropeçam nas nuvens por voar alto demais. 
Um sonho acordado que desperta os mais céticos para o desperdício que é a vida para quem não se arrisca cegamente no amor.
Já de pés no chão, antes de partir, antes do pôr-do-sol, fazem um novo pacto, bem mais morno. Já não há mais tempo, ou amor verdadeiro, apenas um misto de arrependimento e saudade. 
Fecham os olhos bem forte para que tudo seja apenas um sonho. Deu certo, que alívio, ainda somos jovens!
O nosso caderno ainda está sendo grafado, todo o "se..." ainda está por vir. O amor existe e está presente, é só caprichar no embrulho.

Amilton B.B.(2009)