domingo, 9 de outubro de 2011

Amor em vão

Este amor de van é um amor em vão
Amor que diz e não faz
Amor de curta duração
Amor de longa metragem
Amor exposto ao chão ... da Glória
Amor de valor inglório
Amor de dia sim, dia não
Amor em recuperação ... Amor de reprovação.

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem título

Eles estão ali, reféns um do outro
Não há nada que se possa fazer ou dizer
Uma declaração de amor, uma preocupação, pode significar uma ofensa
Nessa roseira, qualquer movimento
Há de feri-lo com os espinhos
E há de tingir a Rosa com seu sangue.

Diz ele:
"Ou sou muito infeliz em minhas colocações, ou tu és muito infeliz nos teus julgamentos!"
Eles sentem a distância e a ausência pesar sobre seus corpos.
Já não são mais os mesmos.
Diz ele:
"Não adianta dizer que não estou contigo porque não quero, queria apenas não me sentir mais insuportável pra você! Queria ser o novo, o desconhecido."
Ele sente que não dá mais pra ser o mesmo, pois foi este que a sufocou e ainda insiste em sufocá-la.
Só que ele não sabe ser diferente, não sabe ser quem ele não é,
Só sabe ser ele mesmo, com seu linguajar inapropriado, por vezes ofensivo,
Mas só por vezes e não sempre como ela teima em interpretá-lo.

Ele sente que não adianta velar um amor sepultado,
Cabe aos dois recordar ...
Quem sabe isso dá corda ...
Pra daqui a um tempo poder andarem sozinhos
Ou quem sabe acompanhados.

Amilton B.B.