quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Demagogia

Tenho que pagar pelo crime que você cometeu?
Agora sou demagogo por te amar...
Tanto sofrer, tanto chorar a intensidade somente eu senti, e só
Só de você, Dó de você ...
Agora sou demagogo por te amar.
Tantos acertos, poucos erros e somente eu senti, e só
A dor que é te perder, a dor de não ter você.
Agora sou demagogo por continuar te amando.
Tanto amor, tanto tentei e somente eu senti, e só
Amar-te e a morte.
Desejo-lhe sorte nesse amor que irás começar.
Só saiba que não te enganei ... e penei, sim, penei.
Não tenho pena de você e sei que você não quer pena,
Tu só quisestes uma cena (de novela ou de cinema)
Para eu te escrever um poema
Volte
Quando a dor estiver mais amena
Sorte
E que o amor não termine tão cedo,
Por medo
De me amar sem igual,
De me amar novamente,
Tente
Saboreie o azedo da solidão
Contente
E não fique descrente
A jogar meu amor no fogo
A chamar esse meu amor de demagogo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sem Você



Sem você, sem amor
É tudo sofrimento
Pois você é o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero e à solidão
Nada existe
E o mundo é triste sem você
Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim, no mundo
Sem você
Vinícius e Tom

Sem você 2





Sem você
É o fim do show
Tudo está claro, é tudo tão real
As suas músicas você levou
Mas não faz mal

Sem você
Dei para falar a sós
Se me pergunto onde ela está, com quem
Respondo trêmulo, levanto a voz
Mas tudo bem

Pois sem você
O tempo é todo meu
Posso até ver o futebol
Ir ao museu, ou não
Passo o domingo olhando o mar
Ondas que vêm
Ondas que vão

Sem você
É um silêncio tal
Que ouço uma nuvem
A vagar no céu
Ou uma lágrima cair no chão
Mas não tem nada, não



Chico Buarque

Quantas lágrimas




Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado
Só em saber que não posso mais
Reviver o meu passado
Eu vivia cheio de esperança
E de alegria, eu cantava, eu sorria
Mas hoje em dia eu não tenho mais
A alegria dos tempos atrás
Só melancolia os meus olhos trazem
Ai, quanta saudade a lembrança traz
Se houvesse retrocesso na idade
Eu não teria saudade
Da minha mocidade
Manacéia

Esta Melodia



Eu tinha esperança que um dia ela voltasse
Para a minha companhia
Deus deu resignação
Ao meu pobre coração
Não suporto mais tua ausência,
Já pedi a Deus paciência
Quando vem rompendo o dia
Eu me levanto, começo logo a cantar
Esta doce melodia que me faz lembrar
Daquelas lindas noites de luar
Eu tinha um alguém sempre a me esperar
Desde o dia em que ela foi embora
Eu guardo esta canção na memória
Desde o dia em que ela foi embora
Eu guardo esta canção na memória
Bubu da Portela e Jamelão

Não abandono

Não abandono você,
Não me acostumo com a ideia
De querer sem ter.

Não abandono o medo,
Meu companheiro solitário
Único que me foi solidário.

Não abandono a lanterna na escuridão,
Sei que outros virão e que o tempo vai
Mas sei também que nada se esvai
Pois te amar é eterno, é tenro, é chão.

Aguardo este último para meus passos cegos,
Sem egos,
Não abandone este diário solitário
Eu não abandono você.

Amilton B.B.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pintura sem arte



Me sinto igual uma folha caída
Sou o adeus de quem parte
Pra quem a vida é pintura sem arte
A flor esperança se acabou
O amor, o vento levou
Outra flor nasceu é a saudade
Que invade tirando a liberdade
Meu peito arde igual verão
Mas se é pra chorar, choro cantando
Pra ninguém me ver sofrendo
E dizer que estou pagando
Não, não basta ter inspiração
Não basta fazer uma linda canção
Pra cantar samba se precisa muito mais
O samba é lamento, é sofrimento, é fuga dos meus ais
Por isso eu agradeço a saudade em meu peito
Que vem acalentando os meus sonhos desfeitos
Jardim do passado, flores mortas pelo chão
Pétala, semente de paixão
Candeia

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fim do carnaval

Você se perdeu e me perdeu também.
Não sei em que rua, ou em que viela destas tristes esquinas.
Afinal as ruas é que pertencem as esquinas e não o contrário
A finalidade última é a do encontro e do desencontro.

Não faz mais sentido essa farsa, esse disfarce
Vestes a máscara, mas ela está solta
Prestes a despencar ao final do teu carnaval.

Não há confetes, serpentinas ou alegria
Apenas o asfalto molhado, o cheiro da ressaca
que estampam o pano de fundo melancólico
do fim desta estória.

Quero fumar, mas os cigarros já nos fumaram
O último drinque foi tomado pelo Pierrot desbotado
E isto já faz 1 semana
Nada é mais triste que chegar ao fim do carnaval
Creio que eu esteja enganado ...
É muito mais infeliz aquele que põe fim ao carnaval

Te amo
Não sei outra maneira de viver isto
Não sei outra maneira de dizer isto
Digo-lhe com toda a certeza de outrora
E com nenhuma verdade do que quero a esta hora

Amilton B.B.



Vamos desquitar


Pode vender a nossa casa
Não espere por ninguém
Pode vender a nossa casa
Pode arrumar outro alguém
Quando nós brigamos, você mandava e eu ia embora
Agora, está sozinho
De saudade você chora
Você me bateu e me machucou
Você se esqueceu, mas eu ainda sinto a dor
Você me bateu e me machucou
Você se esqueceu mas eu ainda sinto a dor
Quando você enchia a cara, me jogava pra rua
E hoje está sozinho
A culpa não é minha, a culpa é toda sua
Vou deixar meu endereço
Pra você me procurar
Leve seu advogado
Para nós dois se desquitar
Você me bateu e me machucou
Você se esqueceu, mas eu ainda sinto a dor
Você me bateu e me machucou
Você se esqueceu, mas eu ainda sinto a dor

Coração Leviano


Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)
Este pobre navegante meu coração amante

Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah coração teu engano foi esperar por um bem
De um coração leviano que nunca será de ninguém

Paulinho da Viola

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ainda espero resposta ...


Resposta

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou...
Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...
Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...
Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...
Nando Reis e Samuel Rosa

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Desconstrução

É insuportável saber, é insuportável temer este teto sobre a minha cabeça.
O teto é furado e com goteira.
Não há segurança, não há estrutura que sustente.
Sento, acendo um cigarro, tomo uma cerveja com um desconhecido.
Quero me confessar com alguém.
Não conheço padres, amigos, parentes, palhaços ou intelectuais com quem eu possa me confessar.
Quero tomar mais uma cerveja...
Me embriagar pra não chorar ... ou talvez me embriagar pra poder chorar.
Quero a tristeza pra aprender. Mas não quero mais sofrer.
Não quero voltar pra casa e temer o teto, temer o chão.
A próxima tempestade vai derrubar tudo.
Nada vai ficar.
Temo a tempestade, temo o nada.
Vou ficar aqui e me embriagar.
Isto não é a solução, eu sei, mas é um acalanto, é um canto.
Nunca pensei em reformar a casa, nunca pensei que as rachaduras fossem tão profundas.
Até temia a tempestade, mas hoje acordei com medo do sereno.
E se cair tudo?

Amilton B.B.

A arte do encontro enquanto desacordo

“O amor é o que vem compensar o desacordo entre um homem e uma mulher, mesmo sem derrubar o muro que existe entre os sexos. Pela mediação do amor é possível para um homem e uma mulher que não falam a mesma língua e que pertencem a duas lógicas distintas viverem juntos. O amor é o que, pela via do imaginário, permite tornar suportável, e mesmo agradável, a arte do encontro enquanto desacordo”

Malvine Zalcberg

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Jogo de tabuleiro

Podia ser dama, xadrez ou gamão. Mas é Academia.
O tabuleiro se abre. Cinco peças se ajeitam na casa "saída".
Uma peça órfã deita-se branca sobre a negra caixa do jogo.
Só há dois casais e eu.
Aqui jaz um casal.
Acho que precisava de um jazz, mas tenho em mim o silêncio e a minha frente um tabuleiro.

Primeira palavra: "Açamoucado".
A multidão de olhos se prendem ao pedaço de papel, a imaginação sobrevoa.
Não é preciso inventar, tenho certeza da resposta: "Diz-se daquele com problema de surdez", defino:
- Ela me ensinou .. mouco é surdo, penso.

Resposta : "Construído sem arte, mal construído".

As peças andam, avançam, riem, mas a peça órfã permanece melancolicamente estática, como se esperasse vida.
Não se enganem, era uma peça vencedora, estava acostumada a pisar na casa "chegada" antes de todas.
Nunca pensei que esta trajetória do tabuleiro fosse tão curta, um jogo de quatro anos.
Neste tempo caminharam, quase que lado a lado, mas há alguns dias alguma coisa desandou ... me perdi no labirinto do tabuleiro.
Ainda tentei gritar, mas tu estavas mouca.
Seguistes em frente sozinha, sem os cuidados devidos.
Agora as peças estão órfãs.
Separados, os nossos caminhos ficarão açamoucados.
Sou o primeiro a pisar na "chegada", mas incrivelmente não chego a lugar algum.
Percebo que dei voltas e basta um passo pra dar a saída novamente.
Aguardo a sua rodada.

Amilton B.B.

Boneca russa

A conheci pela internet.
Morava longe mesmo, não sei se na parte européia ou asiática da Rússia.
Sua aparência era encantadora.
Desde que começamos a namorar tudo teve de ser bem explicado, tudo tinha de estar posto.
Um namoro baseado na compreensão, na sinceridade, na fidelidade e na dedicação.
Mas agora ela se pergunta se "somente amar basta?" ... falou isso em russo há algumas semanas.
Na verdade nunca bastou.
Talvez por ter se sentido uma imigrante que não conseguia se comunicar com ninguém, encontrou em mim o seu refúgio. E eu achei tudo isso maravilhoso.
Levava-a aos meus lugares favoritos, dava-lhe orientação sobre o perigoso mundo em que vivíamos ... ela era tão receptiva aos meus conselhos...
No início, mesmo com a dificuldade de comunicação, a confiança nos bastava. As brigas eram frequentes, mas comecei a entendê-la melhor, entendi que ela estava aqui sozinha e que precisava de mim, precisava da minha dedicação e fidelidade.
Foram 4 anos de uma coisa que nunca mais viverei com ninguém, 4 anos em que aprendi coisas que achei que não seria capaz.
Só não aprendi a falar russo.
Faz algumas semanas que ela acordou com um olhar vazio. Possui uma frieza em sua fala, uma frieza russa.
Nunca havia me tratado desta forma que agora me trata.
Jogou-me muitas verdades e algumas invenções na cara.
Mudou seu modo de me tratar, mudou-se ... foi morar com alguns de seus conterrâneos.
Transforma suas mágoas em minhas mágoas. Ela as guardou, isto sufocou-a.
Não toma mais vodka, nem coca-cola. Achei que a tinha libertado, derrubado os muros dessa "guerra fria", mas a tornei prisioneira.
Prisioneira de minhas vontades. Queria que ela pudesse falar, não cheguei a sufocá-la, mas assim ela se sentiu.
Não pude conversar, não pude convencê-la ... achei que já falávamos a mesma língua e de repente ela acorda falando russo.
Estava no ônibus ... não entendi ... consegui decifrar a palavra "terminar" ... ou "tempo" .... em russo elas tem a mesma origem semântica.
Quando percebi, vi que perdi a chance ... com minha última boneca russa.

Amilton B.B.

sábado, 6 de agosto de 2011

À Rita


A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão

Psicótica


Ei, Tu ...
Tu, que criastes esta realidade,
Tu, que tivestes às alucinações,
Tu, que não consegues definir os seus atos,
Agora não sabes dar explicações.

Tu, que não sabes o que quer 
Tu, que não sabes o que diz
Tu, que desorganizas os pensamentos
Com o argumento de ser feliz:

-Não tens a capacidade de refletir sobre teus atos?

Passastes de angustiada para angustiadora,
De oprimida para opressora.

Parabéns, conseguirás a castração.
Parabéns, conseguirás arruinar-me.
Parabéns, conseguirás a ausência plena.
E tudo ficará vazio.

Olhe para tudo que restou, olhe estes cacos no chão, cuidado para não pisar!
Não se trata somente dos teus pés egoístas, preocupe-se também com os cacos, eles já foram um lindo vaso.
Olhe-se no espelho, quem tu vês? Quem tu és? Quem te tornastes?
Olhe para nós, nesta situação, estamos transbordando de felicidade!

Não tens mais compromisso comigo, não tens que prestar contas a uma autoridade.
Mas lembre-se que a liberdade que me ofereces é somente a tua liberdade.



Amilton B.B.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Actum est?

Ela tem medo ... sim teme a mim como quem teme a morte.
Teme a volta do sufoco, teme a força que a prende, a apreende.
Teme o risco de amar e ser amada, teme a camisa de forças.
Teme o circo em chamas, teme achar graça do circo e querer permanecer.
Teme que um amor futuro seja o mesmo que um amor passado.
Teme as discussões, argumentações e contestações.
Teme, portanto, manter uma relação.

E eu só queria o telefone do Lacan, para lhe ligar e dizer:
- Você a roubou de mim! Sua genialidade lhe tirou a poesia. Agora ela vive de analisar e analisa o viver.

Mas como me parece um desperdício ligar para o além pra dar uma de ciumento, prefiro aproveitar a ligação de outra forma:
- Lacan, me ajude! Não quero questioná-la, mas o que faço? ... Está terminado?

Aos 16

Me sinto uma menina de 16 anos ...
daquelas que sonham mais do que o mundo pode suportar,
daquelas que amam mais do que a capacidade de amar,
daquelas que se iludem com as promessas dos crápulas que conheceu,
daquelas sem compromisso com o mundo, com a escola, ou com o capital,
daquelas que choram sem saber o porquê,
daquelas que curtem o galã da T.V.,
daquelas que fumam Godan para se arrepiar,
daquelas que observam o mar,
daquelas que aguardam o amor chegar,
daquelas que cansam de tanto esperar,
daquelas que alegram todos os lugares,
daquelas que gostam de ser ímpares, mas são pares.

Só que tenho 26 anos e sou homem.
Perdi meu par e minha chance de viver,
perdi você ...
e ainda não entendo o porquê.

Sacola

Não achei que tudo caberia em uma sacola.
Não vai caber tantas lembranças ... 
Afinal as trajetória ... as memórias ... não há como carregar toda esta estória.
Por onde começo?
Seu pijama, meu sono, nossos sonhos.
Seus remédios, minhas dores, nossas doenças.
Seu Cartão Postal, minha aposta, nossa decepção ... mas não tem nada não...
Logo vem Janeiro, alcançarás o Mundo ... apostei em você, você me agradeceu ...

A sacola me pesa a alma. A sacola me carrega até sua casa.
O dia chora, não mais do que eu, porque tudo teve que terminar?
Por que foi terminar assim?
O porteiro já me conhece, abre a porta.
As escadas já me conhecem e me bulinam a alma.
Tropeço e espalho as memórias no chão,
Sinto-me a Sra. Kennedy catando os miolos do que restam da história.
Mas esta é minha estória ... minha, mas deveria ser nossa.
Por que todos terminamos assim ... ensacados.
Livro-me das lembranças.
De nada adianta, pois lá encontro outra sacola, recheada de esperanças de ficar ...
Elas suplicam e me pesam ainda mais.

É quando vou ao teu chamado e espero o tempo que for até que tu venhas ao meu encontro

"É quando o Sol ameaça se por e me desespero por ainda não estar ao teu lado. 
É quando vou ao teu chamado e espero o tempo que for até que tu venhas ao meu encontro. 
É quando te observar por horas se torna a melhor experiência que ja tive. 
É quando o amanhã parece inexistente quando os nossos destinos caminham juntos no hoje. 
É quando tua voz me soa mais doce do que ouvir los hermanos em final de tarde chuvoso. 
É quando eu me jogo em teus braços, e me aconchego em ti. 
È quando ouço teu coraçao pulsar forte com os ouvidos grudados em teu peito. 
É quando respiro ofegante em tua nuca pra sugar teu cheiro pra mim. 
È quando adormeço em teus braços e acordo com o dia me sorrindo independente do que aconteça. 
È quando qualquer coisa que não seja você soa piegas aos meus ouvidos. 
È quando tu se vais e meu coração dispara, caio em agonia, me perco em mim no mesmo instante. 
É quando me dou conta de que tudo que senti, amei, toquei, ouvi e beijei em você preenche o meu peito de um modo incomensurável. 
É aí que caio em mim, que viver sem ti 
È apenas existir." 


Naína de Paula 

SMS

Há meia hora ela me enviou um SMS e neste momento me acho o homem mais feliz do mundo.
Não ... as notícias não são animadoras, mas são notícias ...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Canções para o dia perfeito ...

[Poema em memória de sábado, 07/04/2007), dia mais que inesquecível em minha vida ...]

Imagina
Se fosse necessário saber?
Felizes os ignorantes
desconhecem a iminente felicidade
da ignorância fazem a naturalidade
fazem, não sabem.
Se fosse preciso conhecer,
mal saberia que num dia calmo
com as expectativas voltadas para a normalidade
haveria tanta surpresa
Surpresa não é quantidade
é intensidade
É olhar para o lado e avistar
não ter nenhuma convicção
mesmo assim apostar alto.
Apostar em algo aparentemente tão imperfeito
que estimula todos questionamentos
inclusive que ninguém o é.
Então a solução
A divina imagem não é um ser humano
é arte.
Em outras palavras
a arte é inevitável.
É causa do bater forte do coração
é construção,
aproximação.
No palco, a tristeza foi embora
E todos foram também.
Sobraram apenas duas pessoas
futuros amantes.
Isto aqui o que é?
Ah, coração leviano ...
Definitivamente
Amar é inevitável.

Naína de Paula

Até eles sentem ciúmes

Tudo bem que era na época em que o Camelo gritava: "vamo pular!"
Mas mesmo assim eles tb já sentiram ... Ciúme


Eu quero levar uma vida moderninha
Deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e não bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tão impulsivo
Refrão
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme
Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
Que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é muita crueldade
Ultraje a Rigor


Queria ser uma pessoa melhor, queria ter uma relação perfeita, queria ter outra chance ... mesmo me mordendo de ciúmes, acho que daria uma de moderninho ...

Caleidoscópio

Amanheceu é hora de dormir
Nesse nosso relógio sem órbita
Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Pra gente não ter nunca mais
Que terminar


Paralamas do Sucesso

Resposta Pensada

Ela - "Eu nem sei o que te dizer"
Eu - E quem encontrará respostas em si, se estás aleijada, lobotomizada e partida. A tentativa de encontrar as respostas na sala, mesmo tendo-as perdido no quarto, será sempre vã.

Ela - "Eu queria dizer tudo que vc quer ouvir, mas eu não posso"
Eu - Então diga que me ama e pergunte a si mesma se isso é mentira ...

Ela - "Por isso q eu to tentando ficar longe, pq qndo te encontro fico te beijando"
Eu - Faz muito sentido isto ... quando me encontra, você me deseja, mas sua solução é afastar-se de mim.
Ficando longe de mim você é mais feliz? O mal que te faço/fiz quando estou perto é tão grande assim, que longe de mim você fica melhor??? Até onde isto vai te levar!

Ela - "E vc acha q to brincando com vc"
Eu - E você quer que eu ache o quê? Que existe razão nisto tudo? Que é normal fazer promessas de amor em um dia e ignorar a existência da mesma pessoa no outro?

Ela - "o estou, amildo, me perdoa mas eu ainda estou confusa, queria nao estar, mas estou"
Eu - Perdoe-me você. Não consigo entender a confusão de quem já tomou uma decisão. Se não vais dialogar e tentar resolver isso comigo esta questão não será sanada. Você parece querer prolongar a dor. Você não pode querer resolver todos os problemas do mundo, você deve se ajudar, me ajudar, nos ajudar.
O que fazes só me ofende, só me machuca. Quanto mais se distancia de mim, mas me faz acreditar que não tem volta. Se você está decidida e direcionada à isto, por favor me diga eu saio da nossa vida. Agora se você pensa em reatar os "nós", não alimente minhas esperanças, mas também não me abandone, não me ignore, façamos isto juntos.

Ela - "então n vou mais ficar falando as coisas, se vc n pode me dar esse tempo eu entendo, mas eu preciso muito ficar sozinha um tempo"
Eu - Então o que queres é sofrer por nada e nem por ninguém, apenas por si mesma. Queres encontrar a enfermidade ao invés da cura. O mundo encontrará a paz antes de você encontrar alguma resposta nesta loucura de permanecer sozinha, em busca de uma coisa que garanto que não vais encontrar. Chegarás a conclusões ainda mais absurdas e precipitadas, magoará ainda muitos que te amam e continuarás perdida ... triste e melancolicamente perdida.
Argumentastes que tinha medo de perder os amigos que não fez por ter se isolado em mim e perderás a certeza de quem lhe tem amor para uma vida inteira.
Por que você chorou no nosso abraço? Por que me fez acreditar q iríamos tentar resolver isto juntos? Por que veio aqui neste blog e disse que era lindo?

Ela - "pq na nossa ultima conversa vc disse que ia dar o tempo q eu precisasse pq eu realmente li e achei lindo, mas eu ainda tô confusa"
Eu - Por que vc achou lindo, mas não me deixou nenhuma mensagem, por que namora comigo e isto não estava no seu facebook?

Ela - "mas eu n consigo fingir q ta tudo bem qndo pra mim n ta"
Eu - Eu quero a verdade, mas eu quero um sentido, quero uma resposta pensada. Se não está bem você vai conseguir consertar sozinha?

Ela - "me perdoa entao eu realmente to confusa se pra vc sofrer menos, vc precisar me esquecer eu entendo, eu prefiro lutar depois a vida toda por vc do que fingir que ta tudo certo"
Eu - Não quero que finjas que está tudo certo, mas será que o que sentes por mim quando está ao meu lado é pura ilusão, não é certo? Neste momento você se esforça para fingir que está tudo certo? Acredito que não ... acredito que como você disse antes, ainda sente vontade de me beijar ... Por que então não deixar se guiar por esse sentimento? Isso seria algum fingimento, ou o mais inocente amor? Por que você não consegue nem ao menos nos dar uma chance? O que fiz foi tão errado?
Sinceramente começo a duvidar que sintas amor por mim ... penso que se ainda me dirige a palavra é por agradecimento por algo que fiz por você ... se é só isto que tens a me oferecer, por favor me diga e me diga o mais rápido possível ... porque dói demais ter que esperar sozinho.

Ela - "desculpa"
Eu - só se você abreviar esta dor ...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

F5

Sinto-me ridículo a esperar,
Um amor que sei que nunca vai voltar ...

No facebook, no e-mail, no orkut, até mesmo neste blog vazio ... fico a atualizar, atualizar, atualizar ...

Não tenho mais horas, não tenho relógios, nada passa, tudo fica, a dor permanece.
Quero atualizar ... atualizar

Não vem o carinho, não vem o amor, não vem o telefonema a qualquer hora, não vem o sono, não vem o despertar com uma ligação, não tem mais ligação, nem conexão, nem sequer uma satisfação ela me dá ... não sei onde ela está ...
Vou atualizar ... atualizar

Não me mordem, não me assopram, queria ela, mas deve estar a trabalhar, será que já chegou?
Vou atualizar... atualizar

Não melhorei nada, só piorei tudo em mim que entendia por ruim.
Quero atualizar-me ... atualizar-me ...

Não há tempo que conserte, nunca houve e nem nunca haverá.
Quero voltar ...  ou atualizar ... quero acabar.

Estou aflito por uma ligação, pode ser carência, e é, mas também acho falta de consideração.
Quero atualizar ... quero uma resposta ...


Amilton B.B.

Canção do amor demais

Quero chorar porque te amei demais
Quero morrer porque me deste a vida
Oh, meu amor, será que nunca hei de ter paz
Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade
E já nem sei o que vai ser de mim
Tudo me diz que amar será meu fim
Que desespero traz o amor!
Eu nem sabia o que era o amor
Agora sei porque não sou feliz
Vinícius de Moraes

Não há

O mesmo tédio, a mesma insônia, a mesma estória.
O mesmo banho, a mesma van, a mesma trajetória.
O mesmo trabalho, a mesma Gávea, a mesma escola.
O mesmo desânimo, a mesma matéria, a mesma calma.
O mesmo telefone, a mesma lástima, a mesma renúncia ...

Não há ligação ... Não há procura ... Não há manifestação de amor
Não há comunicação... Não há reparos ... Não há tentativa alguma
Não há mais limites para desilusão ... Não há mais como despedaçar-me

"Tristeza não tem fim ... felicidade sim."


Amilton B.B.