sábado, 6 de agosto de 2011

Psicótica


Ei, Tu ...
Tu, que criastes esta realidade,
Tu, que tivestes às alucinações,
Tu, que não consegues definir os seus atos,
Agora não sabes dar explicações.

Tu, que não sabes o que quer 
Tu, que não sabes o que diz
Tu, que desorganizas os pensamentos
Com o argumento de ser feliz:

-Não tens a capacidade de refletir sobre teus atos?

Passastes de angustiada para angustiadora,
De oprimida para opressora.

Parabéns, conseguirás a castração.
Parabéns, conseguirás arruinar-me.
Parabéns, conseguirás a ausência plena.
E tudo ficará vazio.

Olhe para tudo que restou, olhe estes cacos no chão, cuidado para não pisar!
Não se trata somente dos teus pés egoístas, preocupe-se também com os cacos, eles já foram um lindo vaso.
Olhe-se no espelho, quem tu vês? Quem tu és? Quem te tornastes?
Olhe para nós, nesta situação, estamos transbordando de felicidade!

Não tens mais compromisso comigo, não tens que prestar contas a uma autoridade.
Mas lembre-se que a liberdade que me ofereces é somente a tua liberdade.



Amilton B.B.

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