Não abandono você,
Não me acostumo com a ideia
De querer sem ter.
Não abandono o medo,
Meu companheiro solitário
Único que me foi solidário.
Não abandono a lanterna na escuridão,
Sei que outros virão e que o tempo vai
Mas sei também que nada se esvai
Pois te amar é eterno, é tenro, é chão.
Aguardo este último para meus passos cegos,
Sem egos,
Não abandone este diário solitário
Eu não abandono você.
Amilton B.B.
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