terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fim do carnaval

Você se perdeu e me perdeu também.
Não sei em que rua, ou em que viela destas tristes esquinas.
Afinal as ruas é que pertencem as esquinas e não o contrário
A finalidade última é a do encontro e do desencontro.

Não faz mais sentido essa farsa, esse disfarce
Vestes a máscara, mas ela está solta
Prestes a despencar ao final do teu carnaval.

Não há confetes, serpentinas ou alegria
Apenas o asfalto molhado, o cheiro da ressaca
que estampam o pano de fundo melancólico
do fim desta estória.

Quero fumar, mas os cigarros já nos fumaram
O último drinque foi tomado pelo Pierrot desbotado
E isto já faz 1 semana
Nada é mais triste que chegar ao fim do carnaval
Creio que eu esteja enganado ...
É muito mais infeliz aquele que põe fim ao carnaval

Te amo
Não sei outra maneira de viver isto
Não sei outra maneira de dizer isto
Digo-lhe com toda a certeza de outrora
E com nenhuma verdade do que quero a esta hora

Amilton B.B.



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