Seu egoísmo é o meu rancor. Se amar não é abrir mão, o que é então?
Não se trata de proibição, de banalidade, de diminuição ou de perda de identidade.
Trata-se, pelo contrário de aceitação, de seriedade, de engrandecimento e de transformação de si.
Parece-me que nada do que vivemos valeu a pena, ou valeu a pena até certo ponto ... e hoje se esgotou. Esgotou-se a paciência e a dedicação ao outro.
Isso por conta de amigos do seu passado. Eu te avisei que esse dia chegaria! Você se afastou de todos eles. Não adianta culpar-me, o que quis foi compromisso e seriedade ... e você me deu. Mas junto a isso afastou-se de tudo e de todos.
Todos precisamos de amigos. Mas ao longo de nossas vidas é normal que deixemos alguns pra trás. Este saudosismo desesperado através de atitudes que podem comprometer teu presente e teu futuro para salvar um passado ... será que vale a pena?
Será que você não os vê hoje com os olhos do passado? Fizeram parte de sua infância e de sua adolescência, foram todos de grande contribuição para construção do seu "eu", e agora você quer recuperá-los, tem todo o direito, mas o que será que o contribuidor do seu "eu" de hoje vai achar disso?
Você não temeu me magoar, não temeu estragar tudo. Você não dialogou, desaceitou-me, brincou comigo, me diminuiu diante dos outros e ainda reivindica a busca do seu "eu" ... deixou de me amar.
Não tenho nada mais brega a dizer além de que: "Se eu faço parte de você, saiba que está se matando aos poucos."
Amilton B. B.
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